sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Posso até vir a ser o Presidente, mas o que quero mesmo é
Sentir o teu corpo quente
Posso até conseguir comprar um topo de gama, mas o que quero mesmo é
Devassar-te na cama
Posso até ser capa de revista, mas o que quero mesmo é
Percorrer contigo toda a lista
Posso até ganhar o euromilhões, mas o que quero mesmo é
Comer-te em todas as posições
Posso até vir a ser milionário, mas o que quero mesmo é
O teu sexo extraordinário

sábado, 11 de abril de 2015

Gaveta

Escrevo em local público, mas é como escrever para a gaveta. Tanto faz. Escrevo e pronto. Quem, um dia, possa inadvertidamente vir a deparar com isto, fará o que entender. Pode ler. Ou não. E pronto. Tanto faz.

A curva

A curva das tuas ancas
Em relevo e contraste nos lençóis brancos e limpos
Saber na ponta dos dedos a suavidade da tua pele
Saber na ponta da língua todos os sabores
Diversos em cada parte do teu corpo

A entrega com que te abandonas em mim
A delicadeza carinho curiosidade entusiasmo alegria
Com que exploras e percorres o meu corpo

Ou a lembrança de tudo isto
E o quanto é belo e vale a pena

Saber que tudo isso revivo
Em ti ou não

Anima-me

terça-feira, 7 de abril de 2015

Fffffffffff

Vou de mar a estuário, rio, afluente, ribeiro, charco, poço, lençol freático
Terra húmida, terra gretada, pó
Seca-me a vida
Por dentro
Seco
Nada brota
Nada floresce
Leva-me o vento daqui

Ffffffffff

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Poesia a dias



Sou poesia a dias
Ocasionalmente limpo o pó às letras
E nas rotinas domésticas
Encaixo a “ménage” aos livros da estante
Sem usar luvas de látex
Sem cuidar da aspereza à pele
Sou poesia a dias
Ora leio, ora escrevo
Esfrego e lavo e abrlhanto
A alma
A dias.

segunda-feira, 30 de março de 2015