sábado, 11 de abril de 2015
Gaveta
Escrevo em local público, mas é como escrever para a gaveta. Tanto faz. Escrevo e pronto. Quem, um dia, possa inadvertidamente vir a deparar com isto, fará o que entender. Pode ler. Ou não. E pronto. Tanto faz.
A curva
A curva das tuas ancas
Em relevo e contraste nos lençóis brancos e limpos
Saber na ponta dos dedos a suavidade da tua pele
Saber na ponta da língua todos os sabores
Diversos em cada parte do teu corpo
A entrega com que te abandonas em mim
A delicadeza carinho curiosidade entusiasmo alegria
Com que exploras e percorres o meu corpo
Ou a lembrança de tudo isto
E o quanto é belo e vale a pena
Saber que tudo isso revivo
Em ti ou não
Anima-me
Em relevo e contraste nos lençóis brancos e limpos
Saber na ponta dos dedos a suavidade da tua pele
Saber na ponta da língua todos os sabores
Diversos em cada parte do teu corpo
A entrega com que te abandonas em mim
A delicadeza carinho curiosidade entusiasmo alegria
Com que exploras e percorres o meu corpo
Ou a lembrança de tudo isto
E o quanto é belo e vale a pena
Saber que tudo isso revivo
Em ti ou não
Anima-me
terça-feira, 7 de abril de 2015
Fffffffffff
Vou de mar a estuário, rio, afluente, ribeiro, charco, poço,
lençol freático
Ffffffffff
Terra húmida, terra gretada, pó
Pó
Seca-me a vida
Por dentro
Seco
Nada brota
Nada floresce
Leva-me o vento daqui
Ffffffffff
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Poesia a dias
Sou poesia a dias
Ocasionalmente limpo o pó às letras
E nas rotinas domésticas
Encaixo a “ménage” aos livros da estante
Sem usar luvas de látex
Sem cuidar da aspereza à pele
Sou poesia a dias
Ora leio, ora escrevo
Esfrego e lavo e abrlhanto
A alma
A dias.
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